A entrada no Ensino Fundamental é um grande desafio para alunos e pais.
Para os pais, porque têm pouco conhecimento da rotina escolar, dos novos compromissos, do perfil de estudante, do currículo e do trabalho a ser realizado. Para os alunos, porque o processo de ensino e aprendizagem sofre algumas modificações; as cobranças ocorrem com maior freqüência para que se aprimore o que já construíram e conquistem novas competências, no que diz respeito aos novos saberes e seu papel de estudante.
Já na 3ª e 4ª série, as mudanças ocorrem na forma de estruturar o pensamento, que propicia a realização de esquemas mais complexos, permitindo que os alunos tenham maior capacidade de reflexão e argumentação.Nesta etapa, os alunos desenvolvem uma maior autonomia no seu fazer pedagógico.
No processo de formação do indivíduo/estudante/cidadão (com seus direitos e deveres garantidos), serão criadas situações diversas que desenvolvam atitudes de respeito, responsabilidade, solidariedade com o próximo e compromisso com suas produções, estabelecendo, assim, uma relação positiva com o conhecimento.
É importante ressaltar que o cumprimento dos prazos combinados, das regras estabelecidas, no contrato pedagógico e social, desenvolve uma maior autonomia no espaço escolar e que a parceria entre pais e escola é condição fundamental na conquista desses objetivos..
Este é um segmento que requer bastante atenção. Nele percebemos muitas mudanças profundas e definitivas acontecendo na vida dos alunos.
Nesta nova fase, observamos a transformação não apenas do corpo, mas também, das formas de pensar, ver e compreender o mundo.
O processo da adolescência é sem dúvida uma revolução que ocorre na vida de nossos alunos, a escola precisa estar segura quanto a seus valores e condutas, para que possa de melhor forma orientar e conduzir estes alunos, compreendendo suas mudanças, mas também, ajudando-os a estar prontos para os desafios desta nova etapa.
Durante o Ensino Fundamental II, O CFC propõe novos desafios, procurando manter sempre a mesma linha dos seguimentos anteriores, no que diz respeito ao processo de ensino e aprendizagem, na relação professor-aluno, nas propostas de avaliação e nas relações de amizade entre os alunos.
A nova proposta de trabalho, nesta fase, requer um aluno mais crítico, questionador e investigador. Por isso, o trabalho com Projetos de Campo nos permite utilizar uma metodologia de resolução de problemas.
Neste segmento, substituímos o professor polivalente por vários outros que trabalham por áreas de conhecimentos, porém com um diferencial, existe um professor tutor que será o referencial de cada turma, exercendo um papel bastante importante, o de orientar, mediar conflitos e apoiar os alunos.
A integração da equipe pedagógica, conseguida através de uma formação continuada e da compreensão dos mesmos valores ético ? cristãos também contribui para o desenvolvimento sadio e necessário do nosso projeto pedagógico.
De forma tradicional, o currículo é organizado por disciplina específica e, por esta razão há uma fragmentação dos conhecimentos. No CFC, optamos por trabalhar também com Projetos Didáticos devido às vantagens oferecidas por essa perspectiva de aprendizagem.
Trabalhar com Projetos permite que os alunos mais participativos, construtores do próprio conhecimento, capazes de inferir melhor sobre a sociedade da qual fazem parte. Além disso, oportuniza a investigação, a interdisciplinaridade e a participação de todo o grupo - classe nas descobertas. É uma oportunidade também de interação entre os próprios alunos, entre alunos e professores e entre escola e o conhecimento social.
Quando não há possibilidades de se trabalhar com Projetos, dentro de um determinado conteúdo, o professor aborda as questões de outras formas, sempre incentivando a busca pela descoberta do novo. Todo esse processo de descoberta perpassa pelo viés do prazer. Estudar é uma forma de se descobrir.
A partir da 5ª série, já iniciamos os trabalhos de investigação científica.Os Projetos sempre são organizados dentro da realidade dos alunos e geralmente têm algumas disciplinas envolvidas. Durante a viagem de campo, os alunos podem utilizar várias estratégias para registrar as descobertas: fotografar, gravar, documentar, coletar amostras, desenhar e algumas vezes apenas observar.
Durante as viagens, os professores das áreas envolvidas e os monitores especializados acompanham os alunos planejando as ações. A viagem tem o objetivo de identificar o que antes, nas atividades em classe, não pôde ser observado. Nessa investigação de campo muitas pesquisas, leituras, debates e orientações já foram vivenciados na escola.
No retorno, a comunidade escolar recebe as informações completas de todo o Projeto da sala. As amostras realizadas internamente ajudam outros alunos a conhecerem um pouco mais sobre nossa história e problemas sociais.
No Ensino Fundamental II, as aulas têm a duração de 70 minutos, totalizando quatro encontros por dia e um intervalo de 25 minutos.
Para a avaliação são implementados processos para que os próprios alunos saibam e possam acompanhar seu desenvolvimento. Ela caracteriza-se por várias ações que auxiliam o desenvolvimento de competências necessárias ao aluno para enfrentar as dificuldades da sociedade atual, que exige cada vez mais agilidade e rapidez do sujeito. Esta ação vai muita além de provas e trabalhos. Muitas vezes são utilizados diversos instrumentos: observações da participação em aula, elaboração de perguntas, capacidade de resolver problemas, interação com os colegas, resolução das atividades solicitadas ou análise das produções solicitadas. O professor, ao mesmo tempo em que acompanha aluno, prepara intervenções específicas para necessidades pontuais.
Durante todo o bimestre, o aluno sabe o que será estudado e o que se espera dele. Além de participar da elaboração de critérios, fichas avaliativas, etc.

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